terça-feira, 30 de setembro de 2008

Porque foste na vida a última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu, sem eu saber sequer
Porque és o meu homem, e eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser


Composição: A.C Jobim/A. Oliveira

domingo, 28 de setembro de 2008

Um dia quando a ternura for a única regra da manhã



Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã acordarei entre os teus braços.
A tua pele será talvez demasiado bela e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
Um dia, quando a chuva secar na memória, quando o Inverno for tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. Sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi nem uma palavra, nem o principio de uma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade.

José Luis Peixoto, "A criança em ruínas"

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Até amanhã, até já, até logo





(foto Christophe Kutner)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Olhares



Só o olhar
me fará entender
porquê tantas palavras
havia para dizer!

Só o olhar
me fará esquecer
do que não posso
nem quero dizer!


Só o olhar
para te dizer
que me deixei
e quis envolver!


Só o olhar
para enfim perceber
que com olhar nos amamos
e com o olhar nos falamos!



(foto Janosch-Simon)

domingo, 21 de setembro de 2008

Numa noite quente de chuva e trovoada

Numa tarde quente de chuva e trovoada

Eu sabia que a conhecia de algum lado... daí a empatia natural que senti quando a revi. Também a ela devo o meu gosto pela dança. Para relembrar outros momentos...

(Catty, acho que vais gostar!)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sonoridades do Amor

Observam em silêncio,
olham o quotidiano,
escutam todos os passos,
atentos a todos os gestos ...

A inevitabilidade do encontro.
O acaso. O destino.
Há quem acredite no amor.

Fecham os olhos.
Procuram um sonho.
O sonho onde se demoram.

Olhos nos olhos
o amor acontece,
a agonia perece,
o sangue quente
e o corpo aquece.

E perduram os momentos
em que juntos dançam ao sabor
das sonoridades do amor.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Palavras soltas



Parece ser uma grande confusão
Estas letras que se espalham
Sem rumo, norte, direcção
Estes versos que se desprendem
Sem qualquer entendimento ou razão.

Mas não. As letras se ordenam

Cada uma ocupando o seu lugar
São despretensiosas, pertencem

A quem valor lhes sabe dar.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Om

"O Om é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões (...) é considerado o corpo sonoro do Absoluto(...) O Om é o som do infinito e a semente que "fecunda" os outros mantras."

Om ...

Há abraços que deviam ser infinitos ...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Porque há dias assim

Mais um adeus, uma separação
Outra vez solidão, outra vez sofrimento
Mais um adeus
Que não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria e de repente
Uma vontade de chorar
Olha, benzinho, cuidado
Com o seu resfriado
Não pegue sereno, não tome gelado
O gin é um veneno, cuidado, benzinho
Não beba demais
Se guarde para mim
A ausência é um sofrimento
E se tiver um momento
Me escreva um carinho
E mande o dinheiro
Pro apartamento
Porque o vencimento não é como eu:
Não pode esperar
O amor é uma agonia
Vem de noite, vai de dia
É uma alegria e de repente
Uma vontade de chorar

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe
já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
levará você de mim
Eu sei e você sabe
que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

Vinicius de Moraes

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Regresso

"... lá vou eu
por este mar fora
muita atenta...
e com muita luz ..."

Até breve, amiga!

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