Escolhemos ser o que somos (achamos nós) desde muito cedo.
De forma aleatória, vou contar-vos algumas das minhas (?) escolhas.
Escolhi muito cedo que ia estudar, ou melhor, os meus pais escolheram que eu estudaria e eu achando que seria também o melhor para mim, escolhi da mesma forma.
Escolhi ser uma aluna razoável, quase sempre contestatária, um pouco doida, quase sempre, e um pouco atinada.
Escolhi muito cedo que iria casar. Primeiro namoraria, (sem nunca me prender a ninguém, dizia sabiamente a minha mãe, embora não fosse essa a minha vontade. O desejo era de permanecer numa só relação amorosa, coisas típicas das meninas adolescentes, creio eu, por força do fenómeno de aculturação imposto), namoraria, dizia eu, e depois casaria. Pela igreja não, uma das minhas primeiras escolhas individuais assumida, também muito cedo. Nunca me imaginei vestida com um daqueles vestidos típicos de noiva e com um ramo de laranjeiras na mão!
Escolhi ser adolescente um pouco irreverente. Andei à boleia com as amigas, íamos todas contentes para a praia do furadouro. Escolhi fumar, e escolhi deixar de fumar (ainda bem), escolhi beber, ainda bebo (não faço nenhuma ressalva, se muito ou pouco, não tenho que fazê-la). Escolhi dançar muito, ainda adoro dançar muito. A música também entrou na minha vida por via da família. Tinha um avô que tocava Oboé (bonito este nome, não é?) e eu gostava muito de ver aquele instrumento de sopro. E a propósito de instrumento de sopro:
Escolhi ter a minha primeira desilusão amorosa. Escolhi, porque sabia à partida que ela nunca poderia terminar num típico "Happy End". Mesmo assim, vivi intensamente essa tórrida paixão, e ainda bem que foi daquela forma. Tinha 19 anos. Outra escolha que tomei por força da minha vontade e não por vontade dos outros, é que nas questões do amor quem manda é sempre o coração.
Escolhi, um dia, por vontade de duas grandes amigas (que vergonha me fizeram passar) e não por minha vontade, me declarar a um rapaz loiro (sempre gostei de loiros, e atraí sempre os morenos!), agora amigo, assim o tenho em consideração, e dizer-lhe: "Olha, sabes..., é que eu..., bem nem sei como é que..." e ele num gesto bastante cavalheiresco para a idade que tinha, 21, 22 anos seriam (poucos são os rapazes desta idade com gestos próprios de cavalheiros) não deixou que eu me embaraçasse mais, disse-me que namorava, ou coisa parecida. Que tampa. Que vergonha senti. Escolhi sofrer. Faz parte do crescimento.
Escolhi ser mãe. Desde sempre. No entanto, nunca escolhia brincar com bonecas. Cortava-lhes o cabelo e depois deixavam de ter interesse. "Gostava de ser cabeleireira" era o que eu queria ser quando era menina ou então, "ser professora". Et voilá!
Escolhi deixar de escrever mais sobre as minhas escolhas.
Escolhi não saber para que lado ir ...
Escolhi não saber para que lado ir ...
3 comentários:
ola!
Eu tambem tive e tenho oportunidade de escolher muitas coisas, mas nao sei se escolhi as melhores, ou se escolhi o melhor para mim...
Sempre pensei demais nas coisas, mas nos meus pensamentos nunca ter tudo tao "atrasado"!
Seria que poderei continuar a escolher?
Nunca gostei de ser mandada e quando percebi que certas e pequenas coisas nao dependem so da munha vontade, nem vale a pena falar...
Continua a escolher com sabedoria! Escolhe para ti e ajuda numa boa escolha...
Beijinho
a simplicidade com que escreveste este texto,deu-lhe uma beleza especial***
Escolhas....escolhas....
Quem não as faz?! Se são acertadas?! a vida encarrega-se de nos mostrar...
Tb eu fiz muitas escolhas,umas vezes mais acertadas que outras, mas tento sempre escolher com sabedoria! Boas escolhas...
Beijinho
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