quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Respiro

Respiro!
Ouço o som sussurrado que emerge da doce agitação da água que abunda. Lustre de diamantes e pérolas, será água do rio, será água do mar, uma doce outra salgada, espelho do sol e do luar.

Respiro!
A água remonta mentalmente o som no seu mais perfeito equilíbrio como que trazido pela ponta dos pés em direcção à foz que lhe pertence. O coração. Aqui agitam-se outras águas, mais doces depois de amargadas.

Respiro!
E devolvo o som que em mim ecoou e afasto-o para lá da linha do horizonte onde sei que alguém o ouvirá também.

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