domingo, 2 de novembro de 2008

Nunca parto inteiramente


Nunca parto inteiramente,
Não me dou à despedida
As águas vão simplesmente
Presas à sua nascente
É do seu modo de vida

Fica sempre qualquer coisa
Qualquer coisa por fazer
Às vezes quase lamento
Mas são coisas que eu invento
Com medo de te perder

Deixei um livro marcado
E um vaso de alecrim
Abri o meu cortinado
Fiz a cama de lavado
Para te lembrares de mim

Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades:
Uma que vai na corrente,
A outra presa à nascente
Fica para ter saudades


Manel Cruz

2 comentários:

Anónimo disse...

Às vezes sinto-me perdido. Mas nunca inteiramente.
Às vezes sinto-me feliz. Mas nunca inteiramente.
Às vezes sinto-me realizado. Mas nunca inteiramente.
Será que a vida é isto mesmo? Um quase?

Gostei muito deste poema

Anónimo disse...

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