
encontram-se escondidas para que ninguém as possa ver, prevaricam...
agrada-lhes o acto de prevaricar, sentem-se livres para se seduzirem, se tocarem, se sentirem, se unirem numa só...
passeiam, as mãos, um pouco perdidas, sem rumo, mas ao mesmo tempo extasiadas por simplesmente estarem...
passeiam-se sempre acompanhadas pelo mesmo desejo, o desejo de fusão numa só mão, libertas, soltas das amarras das suas âncoras...
mas o passeio das mãos tem que terminar. não podem mais estar juntas aquelas mãos.
e na despedida, depois de longos entrelaces, o aceno, como que dizendo, quem sabe, um dia, nos voltaremos a encontrar!
(foto Ricardo Fernando Silva)
(foto Ricardo Fernando Silva)
2 comentários:
A mão que toca, acto simples do tacto, que, paradoxalmente, também é a extensão da alma.
Que surpresa boa este canto do "éter".
não tenho palavras..........
no words................
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