quinta-feira, 22 de maio de 2008

Soneto de amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio

2 comentários:

ofthewood disse...

Intenso poema de José Régio para mais uma excelente escolha da Maria. As melhoras querida amiga. O brilho do teu olhar já começa a fazer falta.
Um beijo

joão marinheiro disse...

Às vezes ponho-me a olhar a casa de Régio, hoje casa museu, nas minhas viagens de marinheiro sem poiso.
Abraço desde o mar aqui

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