Fecho os olhos e viajo no mais belo dos sonhos como se de uma ilusão não se tratasse, ausência total de sentimentos exteriores à nossa una existência, jogos de cor e luz, de sombras que reflectem movimentos deslizantes e que passam despercebidas a todo o instante.
Fecho os olhos e viajo pelos corpos colados de tanto terem sido amados! Corpos amassados e vergados de cansaço merecido, repartido, comprazido. Corpos que se deixaram levar e que prolongaram indefinidamente cada instante vivido como sendo único, singular, sem igual.
Viajo de olhos fechados volvendo momentos mas logo me afasto de tão doces tormentos.
Esta é um viagem que parece não conhecer nem o retorno nem o fim.
(foto de Alba Luna)

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