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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ausência

Fecho os olhos e viajo no mais belo dos sonhos como se de uma ilusão não se tratasse, ausência total de sentimentos exteriores à nossa una existência, jogos de cor e luz, de sombras que reflectem movimentos deslizantes e que passam despercebidas a todo o instante.
Fecho os olhos e viajo pelos corpos colados de tanto terem sido amados! Corpos amassados e vergados de cansaço merecido, repartido, comprazido. Corpos que se deixaram levar e que prolongaram indefinidamente cada instante vivido como sendo único, singular, sem igual.
Viajo de olhos fechados volvendo momentos mas logo me afasto de tão doces tormentos.
Esta é um viagem que parece não conhecer nem o retorno nem o fim.

(foto de Alba Luna)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Sonho escondido



Ao meu peito faço chegar teu carinho e ternura.

No meu peito deixo estar nossos trilhos de aventura.

Ao meu peito carrego grande inquietação.

No meu peito sossega, meu doce coração!




(foto de Alba Luna)

quarta-feira, 28 de maio de 2008


A cada instante que os olhares se cruzam, a quietude e o desejo

Imperam

Em cada momento que não existe, se eleva ao espírito a nostalgia

(d)os momentos vividos

Num contínuo sussurrar de murmúrios percorre um leito tardio

de amor!

sábado, 3 de maio de 2008

Há dias assim



Que dias são estes
em que nada me preenche
que dias são estes
em que nada me satisfaz.

Que dias são estes
em que tudo me consome
que dias são estes
em que tudo me mortifica.

Que dias são estes que passo
sozinha com os meus pensamentos.
Que dias são estes...


(Foto de Alba Luna)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Olhares


Num abraço final, o meu corpo no teu leito
e nesse deleito o aconchego que procuro.
O sonho acordado de poder ter-te ao meu lado
e nesse sonho real que me faz companhia,
de oiro se cobre a quimera, a fantasia.

Grito baixinho, chamo por ti e tu sem saberes
corres, apressas-te, acorres ao meu sonho
e percebes por meio dos teus sentidos
que este sonho também é teu.
E então, a ausência de ti, outra vez...

E eu, que procuro nunca acordar do sonho real,
que me preenche e completa, que me invade e cega,
vejo-te sempre a sonhar acordado, comigo. Castigo!



(foto de Alba Luna)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Viagem ao infinito



Os corpos!
No silêncio da noite, os corpos aparecem mais belos do que nunca,
Sob um céu estrelado que brilha em todo o seu esplendor.
Percorrem sempre de forma indeterminada, incerta
na certeza, porém, que agora vivem.
É saboreado cada momento.

O toque!
E o silêncio de novo, que cresce cada vez mais.
E o amor dos momentos que aumenta e diminui de intensidade,
como aumentam e diminuem de compasso os andamentos musicais.

O infinito!
Tremuras e tremores, mordeduras e suores,
e mais do que se possa imaginar, fazem daquele momento
o mais belo retrato do porvir, do tempo que há-de vir.


(foto de Alba Luna)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sonho...



Num abraço que já foi nosso, nosso e de mais ninguém,

entrego-me, sou tua, ou talvez só de alguém!

Para quê tentar entender,

se nos teus braços eu vou cair!

Então vem, que te quero receber.

E assim, sem julgar,

repletos de prazer,

podemos voar e ao céu retornar!


(foto de Alba Luna)

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