quarta-feira, 30 de abril de 2008

Para onde nos leva o Som



Ao mesmo tempo que ouço o som dos acordes da guitarra,
lembro-me de episódios vividos, retalhos da vida, da minha,
incumprida, incompleta, imperfeita, mas simultaneamente
preenchida, aos poucos, por coisa nenhuma e por tanto nada.

O som do assobio que acompanha melodicamente
aqueles acordes é belo, como o amor sem aviso,
sem ontem, sem hoje, sem amanhã, só de agora.

E nesse agora os sons fundem-se numa nova
música , onde a melodia, a harmonia e o ritmo
entoam a uma só voz, como num sonho, onde
caminhamos descalços, abraçados, numa praia qualquer...



(foto Emanuel Amaral)

Momentos

Os momentos perduram até que venha uma onda e os leve...



... depois passam do estado corpóreo para o estado etéreo!


(Foto Jasmim)

terça-feira, 29 de abril de 2008

No Dia Mundial da Dança

Fred Astaire e Ginger Rogers.
A eles devo, em parte, o meu fascínio pela dança.



The Pink Panther Theme by Fred Astaire & Ginger Rogers

domingo, 27 de abril de 2008

Enigma



"Sou uma coisa que pensa, isto é, que duvida,

que afirma, que ignora muitas, que ama, que odeia,

que quer e não quer, que também imagina e que sente".
(Descartes)

Quem sou?


(foto Hugo Tinoco)

Ai tão bom... "Once I Love"

Boa semana!

sábado, 26 de abril de 2008

Que aroma é este...

Os poros da pele ficam embevecidos com aquele aroma,

concebido por não sei quem, vindo não sei de onde.

É doce, é quente, é intenso e também é suave.

Que aroma é este que perfuma a pele

ao ponto de ficar gravado em cada

um daqueles orifícios da derme?

Que aroma é este?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Portishead - Roads

Simetria



A harmonia resultante de combinações e proporções
regulares e, neste caso, perfeitas.

(foto de A Brito)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Vou contar-te um segredo



Como é bom segredar
ao ouvido de quem gostamos
e por esse meio particular
mostrar o quanto amamos.

Mas há o mistério do segredo,
daquilo que se quer ocultar,
segredo bem guardado,
que existe pr'a não magoar.

Lá no seu esconderijo,
onde dorme esse segredo,
outros segredos também,
de quem segredos tem.

E se há segredos de outrora,
segredar ainda é de agora.
E o que justo vou segredar
é um segredo de fazer viajar.

Segredo-te bem ao ouvido,
para que ninguém possa ouvir,
é contigo que quero estar
é contigo que quero fugir.


(foto Sombra de Prata)

terça-feira, 22 de abril de 2008

No Dia Mundial do Livro


"Dona Flor e seus dois maridos"

Para ver ou rever partes de um filme de um dos romances mais conhecidos do escritor brasileiro Jorge Amado, membro da Academia Brasileira de Letras, que o publicou em 1966. Com música de Chico Buarque e Milton Nascimento.


No Dia da Terra



Caetano Veloso - TERRA

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Olhares


Num abraço final, o meu corpo no teu leito
e nesse deleito o aconchego que procuro.
O sonho acordado de poder ter-te ao meu lado
e nesse sonho real que me faz companhia,
de oiro se cobre a quimera, a fantasia.

Grito baixinho, chamo por ti e tu sem saberes
corres, apressas-te, acorres ao meu sonho
e percebes por meio dos teus sentidos
que este sonho também é teu.
E então, a ausência de ti, outra vez...

E eu, que procuro nunca acordar do sonho real,
que me preenche e completa, que me invade e cega,
vejo-te sempre a sonhar acordado, comigo. Castigo!



(foto de Alba Luna)

domingo, 20 de abril de 2008

Massajar a alma

"Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha."

Eugénio de Andrade

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Sexta-feira à noite


saiu decidida para a rua, igual à moça do rui veloso, mas esta, muito diferente, ia mais elegante, mais sedutora. havia-se aperaltado, literalmente, levava vestido ligas, botas altas e gabardina traçada pela cintura, fina que era ainda, a idade começava a notar-se, de senhora a chamavam já. bonita era, pelo menos sentia-se dessa forma. não estava só e procurava companhia, interessante, com quem pudesse estar, partilhar ideias e quiçá ideais, nunca se sabe o que esta vida nos reserva, de repente, estamos com um amigo desconhecido, e descobrimos, e redescobrimo-nos, e afinal o desconhecido até é conhecido. igual à moça do rui veloso, nunca uma loucura, e então lá estava ela com ele, tão iguais e tão diferentes, com aquele amigo, que também é desconhecido e no entanto faz tanto sentido. mas esta moça, igual à do rui veloso, também regressou a casa.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Majestoso



(Foto Luís ferreira)

terça-feira, 15 de abril de 2008

5 minutos com Un Vestido y un Amor



Caetano Veloso

Viagem ao infinito



Os corpos!
No silêncio da noite, os corpos aparecem mais belos do que nunca,
Sob um céu estrelado que brilha em todo o seu esplendor.
Percorrem sempre de forma indeterminada, incerta
na certeza, porém, que agora vivem.
É saboreado cada momento.

O toque!
E o silêncio de novo, que cresce cada vez mais.
E o amor dos momentos que aumenta e diminui de intensidade,
como aumentam e diminuem de compasso os andamentos musicais.

O infinito!
Tremuras e tremores, mordeduras e suores,
e mais do que se possa imaginar, fazem daquele momento
o mais belo retrato do porvir, do tempo que há-de vir.


(foto de Alba Luna)

Cais da Bestida




Prazer só para alguns...

As mãos...

Escondem toques íntimos tão íntimos, segredos tão bem guardados.

Protegem, completam, envolvem, não precisam de dizer nada, está tudo dito.

Abrem sempre o caminho para prazeres repetidos, intermináveis, indescritíveis.

Deleitam-se em percursos enigmáticos, em caminhos sempre desconhecidos, que agradam, aprazam, encantam.

Mãos que se tocam, se acariciam e se sentem como se fosse sempre a última vez.

As mãos, a tua e a minha, uma forte a outra frágil, uma quente e a outra fria.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

As minhas almas

Não consigo versar coisas que não falem de amor.
Dir-me-ão, apaixonada estás, e pois claro que estou!
Com tanto amor que me rodeia, tanto para me encantar
como posso enamorada não estar.

Sou mulher! Emoção, razão, prazer, dor
de que mais posso falar, senão das coisas do amor.
Amor que quer contar histórias tão diferentes.
Sobre as que posso versar, são tão lindas, inocentes,
as outras nem pensar, são proíbidas, até dementes!

Mas sobre o que posso escrever é do melhor que há
pois este amor é tão grande que nunca vai terminar
e será sempre até ao fim uma parte de mim.


(para JeG)

domingo, 13 de abril de 2008

Te Devoro...


... (até ao) Infinto!



Sugestão musical para início de semana.
Boa semana.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sugestão para o fim de semana

Gabardina, vai chover.



... e bom fim de semana.

Mulher dos olhos brilhantes

Procuro outra vez sentir as mesmas sensações de outrora,

fazem-me falta, preciso delas como a terra precisa da água,

como o corpo precisa da terra, como água precisa do sol.

Vagueio sempre para o mesmo lado, da mesma maneira,

sempre a viajar nos meus pensamentos, que ainda são meus.

E sempre à procura de me ver renovada,

por rajadas de vento que não me levam.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Primeiro a Fotografia

Anéis de cabelo descaídos para as faces, está mais bela do que nunca! Nunca tinha estado assim. Sente-se forte, plena, confiante e até atrevida, prestes a defrontar-se com o inesperado, o desconhecido.
Desce, nervosa, pelas escadas, sabia o que a esperava, encará-los. Mas, agora e mais do que nunca, ignora-os. Todos a olham! Chega ao fim do patamar. Senta-se com um inocente sensual cruzar de pernas e observa-os, também.
Era uma vez...começa. Igual a um conto de fadas. O primeiro! E nesse dia, aquele que foi um dos seus melhores presentes, de sempre.



Fotografia-Eliane Elias live at San Javier Jazz Festival

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O passeio das mãos



encontram-se escondidas para que ninguém as possa ver, prevaricam...
agrada-lhes o acto de prevaricar, sentem-se livres para se seduzirem, se tocarem, se sentirem, se unirem numa só...

passeiam, as mãos, um pouco perdidas, sem rumo, mas ao mesmo tempo extasiadas por simplesmente estarem...
passeiam-se sempre acompanhadas pelo mesmo desejo, o desejo de fusão numa só mão, libertas, soltas das amarras das suas âncoras...

mas o passeio das mãos tem que terminar. não podem mais estar juntas aquelas mãos.
e na despedida, depois de longos entrelaces, o aceno, como que dizendo, quem sabe, um dia, nos voltaremos a encontrar!


(foto Ricardo Fernando Silva)

terça-feira, 8 de abril de 2008

8 minutos de Jazz!





Time After Time - Miles Davis Live in Montreal 1985

Adeus

Para esquecer o vazio da despedida, só mesmo a lembrança da chegada!


segunda-feira, 7 de abril de 2008

Sensualidades

Gosto que me provoques
Gosto de te provocar
Mantemos a chama acesa
até a paixão terminar!

"Gosto da sensualidade provocante que atiras para cima dos meus sentidos!"

E se não for tão fácil assim,
continuemos, pois então.
Para ser vivida a vida
Não cabe lugar a razão!

Sonho...



Num abraço que já foi nosso, nosso e de mais ninguém,

entrego-me, sou tua, ou talvez só de alguém!

Para quê tentar entender,

se nos teus braços eu vou cair!

Então vem, que te quero receber.

E assim, sem julgar,

repletos de prazer,

podemos voar e ao céu retornar!


(foto de Alba Luna)

domingo, 6 de abril de 2008

Um momento...

Agora, direcciono para ti o meu olhar, receosa.
Sei que estás aí! Expectante! À espera!

(a noite repentinamente torna-se silenciosa,
nada mais oiço, ninguém mais alcanço.
envergonhada, cruzo o meu olhar com o teu...
olhares que se cruzam, que se tocam, que vivem)

A mim regresso, novamente, para agora te encontrar,
a ti, mais perdido do que sempre. Inocente!
Nesta estrada que leva a lado nenhum.





(foto de Raul Alexandre)

sábado, 5 de abril de 2008

Rumba...

Bela demais para não ser vista!
Deliciem-se com esta dança!

e Hot Salsa, boa onda para sábado à noite!

Orquesta D'Soul from San Francisco

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Intimidades

Porque me olhas assim?

Penetras no mais íntimo de mim,
no que desejo de verdade!
Mas que por ser puro e desligado e
por se interessar só a si próprio,
acarreta tristeza e dor em redor
de um sentimento carregado de paixão.

Porque te desejo!

Vontade

do brilho dos olhos que me fascina, me desconcerta...

do tom de pele, perigosa, que me desnorteia...

do cheiro intenso, enebriante que me arremessa com força...




de sentir o toque do corpo aveludado

no corpo cheio de vontade!


(foto de ABrito)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O cheiro...

O teu cheiro atira-me e lança-me para longe do é que possível!

Resisto, luto, não quero mais esse cheiro, que me consome a cada momento!

Serena fico à espera...fecho os olhos e sinto de novo o teu aroma!

Paixão

"Enquanto a Paixão durar é desfrutá-la ao máximo, com a máxima sensulalidade e erotismo."


(da amiga Vânia)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A estátua


Porquê me questionar tanto assim,
a vida tem que ser simplesmente vivida.
Tudo é tão efémero!


O sofrimento, a dúvida, a tormenta,o amor, a amizade,a paixão.
Tesão, excitação, prazer,egoismo, altruismo, insanidade.
Aonde me encontro no meio desta confusão?


(Foto Pedro Martins)

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho, de Fernando Pessoa, faz-me recuar até à minha adolescência. Ouvi este poema, cantado por um amigo, o Hélder, vezes sem fim!
Saudades dos tempos da Cooperativa Recreativa.

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo:
Deus sabe, porque o escreveu."

terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu



Gosto de olhar nos teus olhos

e de neles poder penetrar.

Gosto de te olhar!


Gosto de te cheirar

de sentir o teu aroma,

cheiras ao que sabes

e sabes ao que cheiras!


Gosto de sentir as tuas mãos,

de as sentir em volta de tudo o que é meu e teu, ou só nosso...


(foto de Nuno Manuel Baptista)

Pôr do Sol



Seria um entardecer de ouro se juntos tivéssemos estado!


(Foto de Nuno Ramos)

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