Estranhos apertos
Os que sinto dentro de mim
A felicidade estou a invadir
E não é tão só a ilusão do sentir
Se não te posso ter
Se não és de verdade
Que brilhem meus olhos apenas
Em momentos de cumplicidade
Mas continua o aperto
Continua a negação!
Que incompreensão tentar
Compreender o coração
sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Ausência
Fecho os olhos e viajo no mais belo dos sonhos como se de uma ilusão não se tratasse, ausência total de sentimentos exteriores à nossa una existência, jogos de cor e luz, de sombras que reflectem movimentos deslizantes e que passam despercebidas a todo o instante.
Fecho os olhos e viajo pelos corpos colados de tanto terem sido amados! Corpos amassados e vergados de cansaço merecido, repartido, comprazido. Corpos que se deixaram levar e que prolongaram indefinidamente cada instante vivido como sendo único, singular, sem igual.
Viajo de olhos fechados volvendo momentos mas logo me afasto de tão doces tormentos.
Esta é um viagem que parece não conhecer nem o retorno nem o fim.
(foto de Alba Luna)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Gosto de...
Gosto de pensar nas palavras, em quem as lê e as louve, em quem com amor as declama e com amor as ouve!
Respiro
Respiro!
Ouço o som sussurrado que emerge da doce agitação da água que abunda. Lustre de diamantes e pérolas, será água do rio, será água do mar, uma doce outra salgada, espelho do sol e do luar.
Respiro!
A água remonta mentalmente o som no seu mais perfeito equilíbrio como que trazido pela ponta dos pés em direcção à foz que lhe pertence. O coração. Aqui agitam-se outras águas, mais doces depois de amargadas.
Respiro!
E devolvo o som que em mim ecoou e afasto-o para lá da linha do horizonte onde sei que alguém o ouvirá também.
Ouço o som sussurrado que emerge da doce agitação da água que abunda. Lustre de diamantes e pérolas, será água do rio, será água do mar, uma doce outra salgada, espelho do sol e do luar.
Respiro!
A água remonta mentalmente o som no seu mais perfeito equilíbrio como que trazido pela ponta dos pés em direcção à foz que lhe pertence. O coração. Aqui agitam-se outras águas, mais doces depois de amargadas.
Respiro!
E devolvo o som que em mim ecoou e afasto-o para lá da linha do horizonte onde sei que alguém o ouvirá também.
domingo, 10 de agosto de 2008
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